Icons: O filme multirreferência de The Sunday Times

The Sunday Times é um dos principais jornais do Reino Unido, publicado aos domingos. Pronto, essa informação qualquer um podia ter somente lendo o nome da publicação, certo?

Mas esse vídeo aí acima soube vender o peixe de uma maneira muito mais interessante do que qualquer manchete em destaque na banca, ou qualquer chamada na home do site. Ele mistura algumas referências culturais que, com imagens icônicas, se tornaram facilmente reconhecíveis em todo o mundo. Música, cinema, TV e pintura se mostraram ainda mais ligados do que você sempre imaginou.

Daft Punk winning big at the Grammy’s, The final series of Mad Men, and Tarantino are all over the media right now. These people and their work have left an indelible mark and we’ll probably still be talking about them in ten, twenty maybe even a hundred years years time. The TV spot is a respectful nod to it all.

Com produção impecável, o making of é uma atração à parte. Algumas das imagens que dispensam qualquer apresentação ou legenda:

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Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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Artista reproduz teto da Capela Sistina em um Fiat 500L

Pode-se dizer que é, no mínimo, uma ideia ousada: até o próximo dia 25, o artista plástico Nicola Verlato irá reproduzir em um Fiat 500L uma das mais importantes obras de arte da humanidade: o teto da Capela Sistina. A ação criada pela Sapient Nitro está rolando ao vivo no LA Auto Show, nos Estados Unidos, e tem por objetivo mostrar como o veículo é espaçoso por dentro.

Enquanto Michelangelo levou quatro anos para concluir o trabalho, Verlato terá apenas seis dias. No vídeo acima, ele explica que não pretende apenas “transferir” a obra original, mas reconstruí-la de acordo com a perspectiva exigida pelo projeto. Isso tudo em um palco, sob o olhar de milhares de pessoas.

O Fiat 500L que servirá de “tela” foi especialmente reconfigurado para esta ação, o que inclui a instalação de um teto de fibra de vidro preparado para absorver a tinta. Os bancos foram removidos e um piso especial foi criado para que o artista pudesse se movimentar enquanto trabalha. Da mesma maneira que Michelangelo, Verlato irá pintar deitado de costas.

Vale a pena acompanhar essa história para ver no que vai dar. O primeiro dia da ação, você confere abaixo. Até o próximo dia 25, a Fiat irá subir vídeos diários mostrando o andamento da obra, tanto no canal oficial do YouTube quanto no site da marca.

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Os Fazedores de Pano da Apple

A obra de Michelangelo, como é sabido por todos, apresenta um diferencial muito grande em relação aos seus contemporâneos. Basta imaginar que ele, que era escultor, fez o afresco no teto da Cappella Sistina (o graal do Mvsei Vaticani) sem toda a experiência que pintores da época possuíam – e fez o que fez. Gênio.

Muitos anos depois de concluir o teto, Michelangelo voltou para a Sistina. Dessa vez para desenvolver o “Juízo Final”, na parede do altar. Uma obra tão grandiosa e poderosa que deixa qualquer admirador da arte perplexo, assim como o primeiro trabalho. No entanto há um detalhe que nem todos sabem…

A obra sofreu upgrades logo após a morte do artista.

O Concílio de Trento tornou a arte rigorosamente fiscalizada. E quem diria: os personagens do “Juízo Final” estavam nus. Michelangelo, que faleceu pouco depois da conclusão da obra, nada podia fazer. E a batata quente caiu na mão de Daniele da Volterra, discípulo do grande mestre. Que junto com outros artistas (intitulados de “Os Fazedores de Pano”) cobriram a nudez ali retratada. E o caso foi encerrado. É curioso pensar que, ainda assim, grande parte das pessoas que admiram essa obra não conhecem Daniele da Volterra (ou mesmo sua obra).

Digo mais: quanto você se depara com algo tão impressionante como aquilo, saber disso é (quase) irrelevante.

E é aqui que entra a Apple.

Tivemos a sorte de acompanhar de camarote os anos mais produtivos de Steve Jobs – inegavelmente um visionário. E aqui você pode até dizer que “provavelmente ele não fosse o cara que colocava a mão nos códigos e etc”, mas certamente era a mente por trás de cada detalhe, produto e ferramenta que a empresa apresentava (e que dava rumo) ao mercado. Seja iPod, iPhone, iPad ou as outras criações, elas nortearam o dia a dia de muitos consumidores e balizaram até mesmo os concorrentes.

Mas desde que o cara se retirou da empresa (e depois faleceu), muito se falou sobre ‘a decepção’ nos últimos lançamentos da maçã. Todos esperavam um iPhone 5: e veio o 4s (que não agradou tanto assim). O mesmo com o iPad: falavam de Siri e outras novidades, mas isso não aconteceu. O que há com a Apple?

Minha opinião: até aqui ela apenas pintou panos na obra de Steve Jobs.

Outro dia me falaram que antes de sair ele já tinha trabalhado em futuros projetos da empresa. E pense comigo: de um jeito ou outro ainda estamos falando em upgrades na obra que ele produziu. E isso nos leva para o outro lado desse pensamento: será que somente quando a Apple aparecer com “iTable”, “iDog”, iQualquerCoisa”, deixaremos de vê-lo escarrado no portfólio de produtos?

Me lembro de que no vídeo de lançamento do novo MacBook – poucos anos atrás – eram apresentados uma série de pessoas-chaves, que acabaram assumindo o palco e as apresentações. Provavelmente uma forma de desvincular a imagem dele a empresa, claro. O que era realmente fundamental, sabendo que o cara estava doente.

Mas pergunto: e o espírito inovador? Será que também foi desvinculado com a saída do fundador? Ou realmente é questão de tempo para voltarmos ao estado de expectativa e admiração por cada uma das novidades? Me digam vocês.

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