Visualize dados e relacionamentos a partir de seu histórico do Gmail

Novo projeto do MIT Media Lab visa mostrar o quanto as informações e dados pessoais do Gmail revelam sobre cada usuário. Chamada Immersion, a ferramenta estava sob desenvolvimento há um bom tempo e seu recente lançamento teve um timming perfeito em meio às discussões sobre o valor dos dados pessoais e a importância da privacidade.

A ferramente funciona assim: ao conectar sua conta de Gmail, o sistema irá rastrear e colher todos os seus metadados, resultando em infográficos interativos que desenham e analisam seus relacionamentos mantidos por email ao longo do tempo.

Immersion é a representação visual das teias sociais que mantemos por email.

A ferramenta permite diferenciar pessoas reais de outras fontes de email, tais como listas de discussão, notificações, newsletters, etc. Se você recebeu 50 emails de um determinado endereço mas não retornou nenhum, então este contato não irá aparecer como um nó da sua rede.

As cores são usadas para detectar comunidades, enfatizar grupos de pessoas e diferenciar nós. Assim, seus membros familiares estão sempre conectados e visíveis por uma mesma cor, diferenciando-os de seus colegas de trabalho.

Além disso, Immersion revela números de emails enviados e recebidos, permitindo que o usuário identifique como seus hábitos de email mudaram ao longo do tempo, referindo-se diretamente às novas pessoas que foram entrando em sua vida.

Imagem1

O conceito de email, uma das formas mais originais e legítimas da rede social, é ainda mais antigo que a própria web e contém detalhes que descrevem tanto históricos pessoais como profissionais.

Está aí sua importância e apurada perspectiva que nos possibilita uma auto-reflexão sobre relacionamentos no passado e ainda nos motiva a criar estratégicas para melhores interações no futuro.

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
Twitter | Facebook | Contato | Anuncie

Qual é o seu lugar mais privado na cidade?

Explorando o paradoxo que é a vida na cidade de hoje, onde borram-se as barreiras entre o seu e o do outro, bem como o que é privado e o que é público, o BMW Guggenheim Lab desenvolveu um jogo e infográfico – Public/Private – que apresenta dados através de um belo design e muitas reflexões.

publicprivate-destaque

Logo de início, o site abre um mapa da cidade do usuário via satélite e começa fazendo perguntas para categorizar os espaços que considera mais privados – sua casa, sua mesa de trabalho, prédios religiosos, as ruas, etc.

A visualização final – um gráfico de percentuais feito de palavras – coloca em perspectiva sua mais pessoal visão de público e privado.

O questionário faz perguntas que incitam a instrospecção e a reflexão, fazendo você perceber certos lugares que nem sabia que os considerava privados, como um restaurante ou um café. Enquanto outros que parecem mais privados, como sua mesa de trabalho, nota-se que suas conversas, atividades e atitudes lá não são tão íntimas assim.

Com isso, você pode comparar a média de tais dados da sua cidade com outros lugares ao redor do mundo. Abaixo, confira os resultado de algumas cidades:

publicprivate-1
publicprivate-3
publicprivate-4
publicprivate-5
publicprivate-6

É interessante ver as tendências que as informações percorrem, as diferenças culturais e como estas influenciam nos aspectos mais íntimos de cada um.

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
Twitter | Facebook | Contato | Anuncie

The New Yorker fala sobre desigualdade em infográfico que une metrô e renda em NY

Para falar sobre a crescente segregação econômica e social em Nova York, o The New Yorker criou a página Inequality and New York’s Subway. Através de um infográfico interativo, é possível ver as diferentes rendas que se cruzam nas linhas do metrô da cidade ao longo de uma viagem, colocando lado a lado pessoas da mais alta à mais baixa classe social.

Para chegar a esse complexo resultado, o infográfico analisa dados de renda anual e localização dos americanos residentes em Nova York registrados no Censo EUA de 2011. A partir destes dados, é calculada a renda média de cada estação de metrô, ou seja, dos nova-iorquinos que residem próximos a estas estações.

Com isso, é possível cruzar cada linha com cada estação que esta percorre, obtendo uma visão geral de “entra e sai” de diferentes níveis de renda em uma mesma viagem de metrô.

nymetro1 nymetro2 nymetro3 nymetro4 nymetro5

É interessante ver, por exemplo, como algumas linhas vão de uma renda anual de $36,691 (nas estações no Bronx) para uma de $205,192 (em estações no Upper East Side). A linha G, de menor variação deste números, é a única que a renda não passa dos $100,000 anuais em nenhum ponto, justamente porque não vai até Manhattan.

nymetro-6

Indiretamente, os gráficos dizem o que já se sabe, mas de uma forma diferente. A visualização de dados, além de esclarer a situação econômica e social da cidade, pode transformar a informação em uma história e gerar novos olhares sobre ela.

Aqui, talvez como singularidade dessa cidade tão heterogênea, vemos que por mais desigual que seja sua distribuição, no fim do dia, todas as diferentes classes e rendas se encontram no mesmo vagão.

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
Twitter | Facebook | Contato | Anuncie