Unicef usa projeção mapeada para buscar apoio a crianças refugiadas

Em 2012, cerca de 3,5 mil crianças chegaram sozinhas a Suécia, segundo dados da Unicef. Exilados de seu país natal em função da guerra, fome e pobreza, entre outros problemas, estes pequenos refugiados são obrigados a se adequar a uma nova vida. Sem os pais por perto, a dificuldade de assimilar a nova cultura e os problemas característicos dos lares transitórios, elas se tornam presas fáceis para diferentes tipos de abuso.

É aí que entra Escape Ends Here, nova campanha da Unicef que busca incentivar o apoio aos refugiados no país, solicitando que a Convenção das Nações Unidas que regula os direitos da criança se torne a lei oficial do país.

Utilizando projeção mapeada, a agência Deportivo criou silhuetas fantasmagóricas de crianças, que puderam ser vistas em diversos pontos de Estocolmo – caminhando, correndo ou apenas paradas em prédios, bancos e ruas. A ideia era mostrar os desafios enfrentados por elas em seu novo lar, que muitas vezes não é dos mais receptivos. O resultado ficou incrível e é impossível não ficar com um nó na garganta.

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A primeira propaganda contra a violência doméstica já feita na Arábia Saudita

A violência doméstica é um problema que ignora nacionalidades, etnias, religiões ou classes sociais. Aqui no B9, a gente já viu bons exemplos de campanhas focadas no assunto, mas a imagem acima é histórica. Segundo o site BuzzFeed, esta é a primeira propaganda contra a violência doméstica já feita na Arábia Saudita, com criação da Memac Ogilvy para a King Khalid Foundation.

Em países islâmicos, a situação é um pouco mais complicada, já que as mulheres são “guardadas” por homens – geralmente seus pais, irmãos ou maridos.

Isso significa que os abusos, em sua maioria, não são denunciados. E apesar do uso do véu e da burca, o próprio impresso já diz: há coisas que não podem ser cobertas. Independentemente dos resultados, a coragem de falar a respeito já torna este material histórico.

Dentro desta temática, vale lembrar que, há cerca de um mês, mostramos por aqui o vídeo One Photo a Day in the Worst Year of My Life, em que a modelo Mia Hujic aparecia em diversas fotos supostamente tiradas ao longo de um ano, mostrando a escalada da violência doméstica. Na época, ficou evidente que era uma campanha mais ou menos nos moldes de Perdi Meu Amor na Balada, mas com o importante propósito de conscientizar o público sobre o abuso.

Aproveitamos o gancho da propaganda árabe para relembrar essa história. O vídeo está próximo das 5 milhões de visualizações no YouTube e a Saatchi & Saatchi de Belgrado e a Fund B92 assumiram a autoria da campanha.

Independentemente das maneiras escolhidas para se falar sobre o assunto, o importante é que ele continue em pauta.

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Vídeo anônimo revela violência contra a mulher em uma foto por dia

Algumas coisas me emputecem profundamente, e a violência contra a mulher é uma delas. E foi este sentimento de revolta que acabou despertado pelo vídeo acima. Publicado há alguns dias no YouTube, por um usuário “anônimo”, Jedna fotografija dnevno u najgoroj godini života ou Uma foto por dia no pior ano de minha vida registra imagens que revelam a cruel realidade da violência doméstica. O detalhe é que o vídeo viralizou – já são mais de 3 milhões de views -, mas ainda não se sabe se ele faz parte de uma campanha, já que ninguém assumiu a autoria.

Na verdade, espera-se que esta hipótese se confirme em breve, apesar de a polícia estar envolvida tentando determinar se a garota ou alguém próximo a ela sofreu o abuso. O Telegraph localizou a garota do vídeo – é a tradutora e modelo Mia Hujic – que não quis se pronunciar a respeito. Como o próprio jornal apontou, independentemente do que esteja por trás dessa história, é possível notar pessoas tentando se mobilizar ao longo dos quase 5 mil comentários para ajudar de alguma maneira a vítima dos abusos.

Outra coisa que é preciso frisar é que as imagens mostram o que muita gente já sabe, mas que as vítimas se negam a aceitar: abusadores que batem uma vez, batem duas, três, várias. E batem cada vez mais forte – o que pode se notar pela escalada dos ferimentos de Mia.

No final do vídeo, uma mensagem diz “Me ajude. Eu não sei se o amanhã virá”.

É um material forte, revoltante, mas é extremamente válido, assim como outras campanhas relacionadas ao tema que já mostramos por aqui, como a do cinema – em que escolhemos ou não enxergar a violência – ou a da garota ensinando no YouTube como usar a maquiagem para esconder os ferimentos.

[ATUALIZAÇÃO] Depois de ler alguns comentários sobre este post, resolvi acrescentar algumas informações. Em primeiro lugar, acredito que não importa se este vídeo é “fake” ou real, campanha ou apenas uma iniciativa isolada. O que realmente importa é o conteúdo, a mensagem que ele traz.

Normalmente, o primeiro comentário das pessoas ao saberem que uma mulher apanhou é: “se fosse comigo, eu reagia”. Ou “se fosse comigo, eu largava ele”. Na prática, não é assim que funciona. A violência doméstica geralmente começa com abuso verbal. É algo tão terrível que a vítima costuma acreditar que é culpada pelo que acontece com ela e que merece apanhar. É quando começa a escalada da violência. Quando isso acontece, dificilmente elas conseguem escapar.

Outra coisa: abusadores raramente demonstram quem realmente são. Geralmente eles são caras legais, que tratam todo mundo bem e só revelam sua verdadeira personalidade para suas vítimas. Se alguém tiver interesse em saber mais sobre o assunto, a Agência Patrícia Galvão tem um bom material para começar a entender essa infeliz realidade.

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Público escolhe a realidade que quer ver em Blind Eye

A Women’s Aid lançou no começo da semana um novo filme para conscientizar as pessoas sobre a violência doméstica na Grã-Bretanha. Com criação da WCRS e produção do estúdio MPC Creative, Blind Eye usa a tecnologia 3D para permitir que os próprios espectadores escolham o que querem ver em tempo real, abrindo um olho e fechando o outro. O filme está sendo exibido em alguns cinemas e ao longo de 65 segundos mostra dois cenários simultâneos. O primeiro mostra uma mulher preparando o jantar normalmente, enquanto a segunda inclui um marido abusivo no cenário.

No site da WCRS, a vice-presidente da Women’s Aid, Marai Larasi, compara a tecnologia usada para este filme à realidade de muitas pessoas. “O público terá a oportunidade de ignorar o abuso e fingir que ele não acontece, ou eles podem escolher enxergar a realidade de quem convive com a violência doméstica”.

Junto com a campanha também foi lançado um microsite. Abaixo, um making of the Blind Eye.

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