Nerds hoje, chefes amanhã

Não é de hoje que “I Will Surive”, clássico da era disco imortalizado na voz de Gloria Gaynor, tem sido utilizado como uma espécie de hino para quem sofre bullying e precisa de um lembrete que isso tudo irá passar. Aqui no B9, a gente tem acompanhado diversas iniciativas voltadas ao combate desta prática, como a Share It to End It e To This Day, que geralmente são endereçadas às pessoas que podem ajudar de alguma maneira as vítimas dos valentões.

Agora, a VH1 resolveu falar diretamente aos valentões em um vídeo brilhante criado pela Del Campo Saatchi & Saatchi, em parceria com a Landia e Stink. Sem perder o bom humor, essa nova versão de “I Will Surive” teve sua letra alterada para lembrar que os nerds de hoje são os chefes de amanhã. E, coincidência ou não, o primeiro garoto lembra muito um certo Bill Gates

E se a vingança é um prato que se come frio, é melhor os valentões pensarem duas vezes antes de enfiar a cabeça de um garoto na privada, bater nele com toalhas ou pendurá-lo no mastro.

Apesar do tom bem-humorado do vídeo, ele serve para nos fazer refletir. Vale lembrar que bullying, assédio moral ou qualquer tipo de violência física ou psicológica é o tipo de coisa inaceitável, independentemente da idade.

vh1

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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Uma boa “reflexão” sobre o assédio em espaços públicos

Em 2013, a gente mostrou aqui pelo B9 algumas campanhas bem interessantes, focadas no assédio contra a mulher em espaços públicos – que em alguns casos podem, inclusive, evoluir para a violência escancarada. Em meados de dezembro, a Whistling Woods International chamou atenção para o problema, mais uma vez, com o filme Dekh Le, com criação e produção da da Postman Piktures, de Bombaim.

A ideia era relembrar o primeiro aniversário do crime cometido contra Nirbhaya, estudante estuprada e morta por cinco homens em um ônibus na Índia e lembrar que todos devem “pensar, refletir e agir”.

Dekh Le é um daqueles filmes simples, mas que conquistam a nossa atenção pelos detalhes, provocando e depois quebrando nossos pré-conceitos. Isso acontece, por exemplo, quando as primeiras mulheres que aparecem sendo assediadas estão com roupas mais curtas ou decotadas – para, em seguida, vermos uma mulher toda coberta também enfrentando o problema.

A maneira encontrada para que os homens pudessem também “refletir” sobre o assunto é genial, pois muitos deles fazem isso de maneira inconsciente e não percebem como são vistos pelas mulheres. E o resultado incomoda, é claro.

Em duas semanas, o filme ultrapassou os 2 milhões de views no YouTube. Vale o play e a reflexão.

reflexo

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