Art Everywhere troca anúncios por obras de arte em outdoors da Inglaterra

Durante duas semanas, obras de artes tomaram conta de 22 mil outdoors por cidades do Reino Unido, lugares antes reservados para propaganda. A ideia por trás do projeto Art Everywhere foi trazer 57 das pinturas inglesas mais famosas dos museus para as ruas, ocupando grandes espaços de mídia externa como em ruas movimentadas, pontos de ônibus, trens e metrôs. Resultado: a maior exposição de arte do mundo.

A relação dos habitantes com a arte e com a própria cidade mudou. Não há tempo e somos onipresentes. Será que as pessoas que passaram por estes pontos notaram a diferença?

Com a liderança de Sir Peter Blake – famoso por criar a capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles – a iniciativa uniu grandes parceiros e colaboradores como o Tate Modern, o Art Fund, diversas agências de publicidade britânicas, e também empresas como Clearchannel e JC Decaux.

Para abrir o projeto, Blake revelou seu próprio trabalho datado da década de 80, The Meeting or Have a Nice Day Mr Hockney, em um enorme outdoor em Westfield London Shopping Centre.

As demais peças foram selecionadas pelo público, a partir da coleção da galeria nacional de arte britânica. Dentre elas, estão pintores do século 19 como Turner e Whistler, do século 20 como John Singer Sargent e até trabalhos do contemporâneo Damien Hirst. Uma das artes mais votadas foi a The Lady of Shalott, de 1888, por John William Waterhouse.

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Para aqueles que não encontram tempo para os museus ou ainda consideram as galerias de arte intimidadoras, essa é a chance.

Ocupando espaços normalmente reservados para publicidade, a competição com os diversos anúncios – de “última geração”, passando por gráficos em movimento, 3D e interação – que rodeiam a obra de arte, podem até fazer com que ela passe despercebida por muitos.

Para amantes de arte ou pessoas mais observadoras, a ideia é de puro prazer. Já para os apressados cidadãos da cidade grande – que se não estão encarando o trânsito, não desgrudam os olhos do celular – além de facilitar o acesso e o contato com a arte, o projeto oferece um tempo de contemplação em meio ao caos diário.

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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Trem vazio que cruzará os EUA é transformado em galeria de arte itinerante

“Quem somos? Aonde vamos? Nossa intenção é criar um manifesto da cultura moderna em que, por um tempo, o lugar mais interessante no país estará em movimento.” – Aitken

O último projeto do artista Doug AitkenStation to Station: A Nomadic Happening, desafia os limites da arte tornando-a móvel e transformando um trem vazio em um estúdio e galeria de arte itinerantes.

Unindo artistas, músicos, designers, escritores e criativos de diferentes áreas e lugares para colaborar em um projeto de arte que tem por objetivo propor uma troca de culturas e conceitos entre artistas, público e cidades, o trem parte de Nova York em setembro e durante 3 semanas fará 10 paradas ao longo do caminho até São Francisco.

Em cada parada uma exibição de arte, filme, literatura e outras experiências baseadas na instância de mobilidade irão ocorrer dentro do trem, por entre os vagões que abrigam o estúdio.

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O trem de Aitken estabelece uma consciência cultural global similar às ideias de experiência, espontaneidade e viagem de Jack Kerouac.

A proposta é tirar proveito de imagens, pessoas, vídeos, sons e demais inspirações encontradas em experiências que vão além do dia-a-dia em espaços já familiares. Aqui, a ideia é abraçar o novo e aprender com a jornada.

O projeto é patrocinado pela Levi’s, fazendo parte da campanha Go Forward. Algumas parcerias anunciadas como MoMA, SFMoMA e LACMA também ajudam a colocar o projeto em prática.

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